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Seamus Egan
Winifred Horan
Caran Casey
Eamon McElholm
Mick McAuley

 

flautas, banjo e coros
violino e coros
voz e percussões
guitarra
concertina



SOLAS
[ Irlanda ]

A estreia ao vivo dos Solas aconteceu na primavera de 1996, na Universidade de Georgetown, durante uma festa apoiada pelo folclórogo e músico Mick Moloney, a que se seguiu uma actuação num programa de rádio com enorme audiência numa edição do Fourth of July Folk Festival, radiodifundido a partir de The Mall, em Washington. E assim se começaram a tornar a next big thing da música irlandesa nos Estados Unidos da América (no jornal The Bóston Herald o grupo foi saudado como sendo “o primeiro grande grupo irlandês surgido na América”). De facto, nunca outro grupo do género conseguiu tão meteórica projecção, quer no seio da comunidade folk mais tradicionalista quer nos mais permissivos meios urbanos, graças sobretudo às suas celebradas e destacadas tradições inovadoras, para usarmos a feliz expressão do crítico Scott Alarik.

As reacções não se fizeram esperar: o grupo foi desde logo considerado um must por toda a crítica da especialidade, recolhendo em simultâneo a unanimidade entusiástica das audiências que tiveram já o privilégio de assistirem ao live do grupo. Earle Hitchner, do influente Irish Echo, chegou mesmo a escrever que Solas é a mais rara de todas as bandas irlandesas, capaz de tocar música tradicional irlandesa dando o seu melhor e também de executar música original com estilo e imaginação excepcionais.

De facto, virtuosismo e versatilidade surgem aliados à entrega incondicional de todos os músicos a uma música que emerge do mais profundo das raízes culturais céltico-esmeraldinas, numa invulgar combinação que resulta num marvelously spirited and textured sound rich in imagination, innovation and tradition, para citarmos de novo o entusiasmado crítico do Irish Echo. E no The Bóston Globe escreveu-se mesmo que os Solas podem ser ou não o melhor grupo de música celta mas são já os mais aventureiros.
E, dez anos depois da sua formação, quando promoveram uma festa-celebração com todos os músicos que já passaram pelo grupo, tornou-se evidente que uma década de intenso trabalho – quer de gravações discográficas quer de realização de concertos e digressões – não só consolidou o grupo como verdadeira instituição da folk mas também potenciou até níveis que eram difíceis de imaginar uma energia (re)criativa verdadeiramente surpreendente, quer para a gente que se movimenta dentro do chamado “mundo celta” quer para todos quantos são amantes e apreciadores da folk em geral, como salientou Joe Wilson, produtor do National Folk Festival:

Eles tocam sempre para o público que está na frente deles e nunca fazem dois concertos iguais, procurando comunicar a excitação específica que sente perante cada auditório. Acredito firmemente que o público reage desta maneira com eles porque desde logo se apercebe da total ausência de qualquer pretensiosismo. A qualidade é muito elevada e a apresentação muito directa, envolvente como uma onda, abrangendo toda a gente, sejam ou não seguidores fiéis da sua música. O que se deve reter dos Solas é, em primeiro lugar, o primado da qualidade. E uma sintonia total, não só com os instrumentos mas também com os tempos e com as pessoas que assistem. São todos mestres do antigo, com um repertório profundamente tradicional; mas em vez de pararem por aí, usam-no como plataforma de lançamento para alcançar as suas próprias sensações e para o século em que vivem. E isto é válido se estão a tocar algo da semana passada ou de há cem anos, são sempre capazes de o expor perante o público de maneira que as pessoas se mexam.


Winifred Horan, a violinista de sempre do grupo – que ajudou a fundar juntamente com Seamus Egan – deixou a questão bem calara: Nós nunca tentamos mudar intencionalmente a música. Todos pensamos que as vozes tanto podem ir por coima como por baixo mas nunca retiramos importância à melodia principal. Não queremos fazer alarde do que quer que seja apenas mostrar que podemos ser diferentes. E o nosso lema é este: a música está sempre em primeiro lugar.